
Durante décadas, a evolução dos dispositivos pessoais seguiu uma direção bastante previsível.
Computadores deram lugar a notebooks.
Depois, smartphones colocaram uma tela poderosa no bolso.
Agora, uma nova possibilidade vem sendo explorada por diferentes empresas: levar informações digitais diretamente para o campo de visão do usuário.
É nesse cenário que entram os óculos inteligentes.
Muito além de colocar uma tela em um óculos
Quando falamos em óculos inteligentes, é fácil imaginar simplesmente uma pequena tela diante dos olhos.
Mas o conceito é muito mais amplo.
Dependendo do dispositivo, ele pode combinar:
- câmeras;
- microfones;
- alto-falantes;
- sensores;
- inteligência artificial;
- conectividade;
- realidade aumentada.
Imagine não precisar pegar o celular
Você está caminhando e quer descobrir alguma informação.
Em vez de tirar o smartphone do bolso, poderia utilizar comandos de voz.
Um assistente poderia responder através de áudio.
Em modelos mais avançados, informações poderiam aparecer diretamente no campo de visão.
E a realidade aumentada?
A realidade aumentada adiciona elementos digitais sobre aquilo que estamos vendo no mundo real.
Imagine olhar para um prédio e visualizar informações sobre ele.
Ou seguir instruções de navegação que aparecem sobre o caminho.
Ou ainda receber orientações durante uma atividade profissional sem precisar interromper o trabalho para consultar outro dispositivo.
O desafio é a interface
O smartphone possui uma vantagem enorme:
sabemos como utilizá-lo.
Pegamos o aparelho, olhamos para a tela e tocamos nela.
Óculos inteligentes precisam encontrar formas naturais de interação.
Comandos de voz, gestos, movimentos dos olhos e pequenos controles físicos podem fazer parte dessa experiência.
Inteligência artificial muda o potencial desses dispositivos
A IA pode tornar os óculos muito mais interessantes.
Uma câmera pode capturar o que o usuário está vendo.
Um modelo de IA pode interpretar aquela imagem.
O sistema pode responder a uma pergunta sobre o ambiente.
Isso transforma o dispositivo de uma simples tela em uma espécie de interface contextual.
Mas existem grandes desafios
A tecnologia também levanta questões importantes.
Uma câmera permanentemente próxima do rosto pode gerar preocupações relacionadas à privacidade.
Também existem desafios relacionados a:
- autonomia da bateria;
- peso;
- conforto;
- processamento;
- conectividade;
- preço;
- aceitação social.
O smartphone vai desaparecer?
Não necessariamente.
Assim como notebooks não desapareceram quando os smartphones surgiram, diferentes dispositivos podem coexistir.
Os óculos podem assumir determinadas funções enquanto o smartphone continua sendo utilizado para outras.
Conclusão
Os óculos inteligentes representam uma mudança interessante na relação entre pessoas e interfaces digitais.
Durante décadas, fomos nós que olhamos para as telas.
Uma das possibilidades do futuro é fazer com que as informações digitais apareçam cada vez mais próximas do nosso campo de visão.
A grande questão não é apenas se a tecnologia funciona.
É descobrir quando ela realmente será mais conveniente do que simplesmente tirar o celular do bolso.




